terça-feira, 27 de setembro de 2016

Sobre o meu emagrecimento

Fiquei contente com os elogios que recebi nas redes sociais depois de ter postado o look anterior com a calça branca (obrigada, pessoal 🤗). A mulherada notou e comentou meu emagrecimento, o que me motivou a escrever sobre o assunto aqui – até porque este blog é meu diário também!

Vamos lá: apesar de não me achar goooorda antes, eu notava meu excesso de peso. Mas, pra ser sincera, tinha vontade zero de fazer algo para eliminar uns quilinhos. Em certas situações, sou aquele tipo de pessoa que somente aprende a nadar quando a água bate na bunda, sabem? Então, mesmo não gostando do que o espelho me mostrava, não fazia nada para mudar. 

Por ser uma dona de casa, toda tarde eu comia besteiras (especialmente chocolates e afins), afinal, a despensa estava tão acessível – e não adiantava o conselho de “não leve o inimigo pra casa”, pois realmente preciso de doce depois do almoço. Só que extrapolava! Preparava os posts com um saco de Kit Kat ao lado do computador ou então assistia a um seriado na TV acompanhada de um pote de sorvete. Também estava super sedentária, sem praticar atividade física desde 2014 (quando frequentava as aulas de Zumba e queimava algumas calorias, pelo menos). 

Daí que eu, quando consegui o emprego na Burberry, há três meses, minha rotina mudou da água pra vinho. Passei a fazer corretamente três refeições e assim parei de consumir tanta tranqueira durante o dia – que era o meu grande problema, já que o marido é quem cozinha e sempre prepara pratos saudáveis. Ao mesmo tempo, a função de vendedora requer que eu fique em pé 9h por dia, caminhando da área de vendas para o estoque e vice-versa – então eu brinco que meu trabalho é minha dose diária de academia, rs! 

O resultado foi a eliminação dos quilos pouco a pouco e sem grande “sofrimento”. Fazer dieta pra mim é sacrífico mesmo, pois aaamo comer! Quer me deixar feliz? Me leva num restaurante gostoso, haha! No fim das contas, continuo ingerindo as mesmas coisas, mas em menores quantidades. Inclusive, acho que esta é a minha versão mais magra desde que me mudei para os EUA, em 2013. Meu termômetro são minhas calças, pois sempre engordo na região da barriga, flancos e coxas, e cheguei a comprar semana retrasada uma peça no tamanho 2 – sendo que meu normal era 8! Nem acreditei!

Claro que estou adorando essa secada”, mas por outro lado a maioria das minhas roupas está folgada e com caimento feio... Consequentemente, ando com bastante preguiça de me vestir, pois parece que nada fica bom. Até andei fazendo umas comprinhas, porém não dá pra renovar o armário inteiro, né?! Difícil essa vida de sanfona, haha... 

Agora, a pergunta que não quer calar é: por quanto tempo conseguirei manter este corpinho? Não faço a menor ideia! O que sei é que não posso parar de trabalhar, assim fico longe das gordices e ainda rola um exercício, hehe. É o que funcionou pra mim! 😊

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Look romântico, mas nem tanto

O look de hoje – usado semana passada durante a minha folga – é mais uma prova da fase de transição de estilo. A protagonista da vez foi uma bolsa que, num primeiro momento, não teria nada a ver comigo. Massss como é bom se permitir mudar de opinião e sair da zona de conforto, né?! Pois apresento a vocês minha nova Burberry:

Quando bati o olho em seu tom de rosa antigo e aplicação de flores, pensei que seria romântica demais pra mim. Depois, ao reparar nos detalhes, fiquei encantada. Ela faz parte da linha Prorsum, que é a de passarela (high fashion) da marca – tanto que o preço original era nada menos do que US$ 1.495! Além disso, ela foi produzida na Itália – país reconhecido pela sua habilidade e experiência com couro (e é couro de veado – macio e flexível!). Inclusive, aprendi tanto com o trabalho na loja que passei a dar ainda mais valor para material e acabamento, pois são fatores que enriquecem qualquer produto. 

Bom, aí vocês já podem imaginar o final da história: juntando a remarcação (por ser de coleção passada) com o meu desconto como funcionária, ficou impossível resistir a essa peça tão especial, hehe! Versátil, ela pode ser usada a tiracolo, na transversal ou até sem alça (que é removível), transformando-se em uma chutch! Meu modo preferido é dobrá-la assim, pela metade!

Para contrapor o excesso de romantismo, apostei na elegância da também nova calça flare branca de sarja. Nos últimos tempos, tô amando esta “não-cor” e adquirindo várias peças branquinhas. Aliás, essa foi a primeira calça que comprei depois que dei uma leve emagrecida (na verdade, ela é dois números menor do que costumava usar, uhuuuuu)! A modelagem flare equilibra as proporções e me faz sentir tão magra, alta e chique que, diante do precinho camarada (apenas US$ 10!!!), não tive como não comprar – e eu aaaaamo os jeans da Gap, pois têm boa qualidade e caimento. Então esta sou eu, uma blogueira extremamente adepta à moda hi-lo: de bolsa de grife à calça pechincha, kkkkkk.

Coordenei com a blusa de seda por ser um tecido sofisticado e adulto – e apesar da delicadeza da estampa de passarinhos, o fundo azul escuro confere um ar mais maduro pra peça. Já o decote V ajuda a alongar o pescoço e a silhueta como um todo, sendo útil também para disfarçar o volume dos seios.

Acrescentei um ponto extra de cor ao optar pela sandália verde-água de cobra – que, de quebra, ainda rendeu um discreto mix de estampas junto à blusa. Gosto quando cada elemento contém uma informação fashion diferente, pois demonstra minha criatividade e habilidade em cruzar referências distintas.

Fazia anos que a blusa de pássaros não aparecia aqui no blog! Da última vez, em 2014, a combinação incluiu texturas variadas em função da saia de paetês, do scarpin de verniz e da carteira de croco:

Ao procurar no computador a foto acima para fazer o comparativo do “como eu usei”, revi muitas produções que hoje eu não me identifico mais. Está nítido que amadureci e que estou vivendo um novo tempo na minha vida, abraçando com carinho esta nova versão da Camila Vaz – pelo menos até enjoar de mim mesma novamente, kkkkk! De qualquer maneira, agora a meta é simplificar as escolhas e acolher novas ideias/vontades sem receio nem pré-julgamento! O resultado deste processo vocês poderão acompanhar por aqui em forma de looks e reflexões! 😊

terça-feira, 13 de setembro de 2016

De olho nas tendências: Verão 2017

Algumas leitoras pediram e aqui estou para compartilhar as tendências que devem marcar forte presença agora que as coleções Verão 2017 começaram a pipocar nas lojas nacionais. Por morar nos EUA, estou duas estações à frente do Brasil e assim fica mais fácil identificar o que realmente vingou nas araras e nas ruas. Porém, confesso que achei esta temporada meio fraca em termos de novidades – sinto que apenas consolidou propostas anunciadas anteriormente. De qualquer maneira, espero que o post seja útil para você se informar e ficar ligadinha na próxima ida ao shopping! 

A trend de maior destaque é o slip dress – aquele vestido de alcinha com cara de camisola que exala sensualidade (incluindo também as regatas de alça fina). O diferencial fica por conta da sobreposição: se você não curte expor tanta pele, use com uma camiseta branca por baixo! Sim, tá suuuuper na moda sobrepor as duas peças! 

Por falar em sexy appeal, os babados estão com tudo, conferindo movimento e dinamismo ao visual. A dica é focá-los na parte do corpo onde você é menor, pois eles aumentam a silhueta e desta forma as proporções ficarão equilibradas. Se juntar os babados com o decote ombro a ombro (que virou febre total), mais fashion e “caliente” será o resultado final. Uiiii! 

Seguindo essa onda de feminilidade, aposte em peças plissadas, especialmente saias e vestidos. Charmoso por si só e fresquinho para o verão, este efeito sanfonado traz leveza para as roupas confeccionadas em tecidos fluidos. Já em materiais mais estruturados, o plissado cria formas interessantes ao mesmo tempo em que dá um volume extra.

Pra quem gosta de uma pegada artesanal, vale abusar do mix de texturas. Cordões, franjas, detalhes em trabalhos manuais, bordados, entre outras referências étnicas, adicionam personalidade às peças. Ao mesclar com jeans destroyed (outro hit da estação), o look fica despojado e cool sem cair naquele hippie óbvio.

Quando se trata da pantacourt, você pode até torcer o nariz, mas saiba que ela não sairá de cena tão cedo. Esta calça polêmica tem tudo a ver com a mulher contemporânea, que gosta de estar na moda sem sacrificar o conforto. Se a cintura for mais alta, o comprimento abaixo do joelho não achatará tanto a silhueta. Já com salto alto, o alongamento está garantido (mas nada impede de usar com tênis e outros calçados rasteiros).

Falando de acessórios, a bolsa queridinha do momento é a... mochila! Acredite: os modelos de couro (fake ou não) elevaram o status à it-bag, comprovando a influência do streetwear no cenário fashion. Para não remeter aos tempos da escola, basta coordenar com elementos mais adultos, como a alfaiataria.

Também vale mencionar que as gargantilhas (chokers) e os lenços amarrados no pescoço continuam em evidência, assim como os tons metalizados – especialmente para calçados – e as flatforms

Ah, pra terminar, fica um último conselho: procure incorporar os modismos considerando o seu biotipo e estilo pessoal de forma a realçar a própria beleza. Mescle o que está em alta com o que você já tem no armário, a fim de atualizar a produção sem perder a identidade nem ficar com cara de catálogo de loja! 😉

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Look colorido com tênis esportivo

Já estou ciente de que este look será polêmico em função do tênis “de academia”, mas não tô nem aí, pois curti muito o resultado! Conforme contei no post anterior, eu e o marido fomos para o Canadá conhecer a cidade de Whistler e uma atração obrigatória é a gôndola Peak 2 Peak, que liga o pico de duas montanhas (Whistler e Blackcomb) e de onde se tem uma vista de cair o queixo. Juro: é um dos lugares mais lindos da vida!

Daí que eu não sabia muito o que esperar deste passeio; pensava apenas que iria andar de teleférico e pronto. Então, na hora de me arrumar, quaaaaase coloquei meu oxford caramelo, pois a ideia era um visual mais arrumadinho. Porém, como eu estava com muita dor nos pés, preferi o tênis colorido da Asics por ser mais confortável. No final, foi muita sorte ter trocado o calçado, já que as montanhas estavam recheadas de trilhas e lá fomos nós caminhar novamente (tanto que na hora das fotos o tênis era pura poeira; não teria nada a ver estar de sapato “social”).

Como a gente saiu cedo do hotel e ainda estava friozinho, apostei na calça burgundy de sarja ao invés da saia que tinha levado na mala. Mesmo colorida, achei que ela conversou com as tonalidades vibrantes do Asics e ainda reforçou o lado alegre e despojado da produção. Dobrei levemente a barra (ô vício!) só pra deixar um pouco o tornozelo à mostra.

Na parte de cima, optei pela camiseta branca com decote V e, seguindo a vibe esportiva do look, nada mais apropriado do que a jaqueta de tucanos da Adidas em parceria com a Farm! Ela foi ideal para combater o vento na montanha, mas depois que as temperaturas subiram acabei amarrando-a na cintura. Nem acreditei que estas peças – escolhidas tão aleatoriamente quando fiz a mala – deram tão certo juntas! Um senhor americano até me elogiou, dizendo que eu estava muito bonita para fazer hiking, kkkkk. Ok, foi uma combinação improvisada mesmo!

Em contrapartida, admito que a bolsa de cobra destoou um pouco do restante do visual, porém não havia outra opção. Precisava carregar meus pertences e não levei bolsa extra (afinal, eram apenas dois dias de viagem). De qualquer maneira, rolou um mix de estampas junto à jaqueta – o que comunica criatividade e irreverência.

Esta não é a primeira vez que meu Asics aparece no blog. Resgatei um look de 2014 quando combinei com a calça pink, suéter caramelo, jaqueta preta de couro e echarpe de onça: 

Tenho certeza que alguém vai perguntar: Camila, se você queria usar tênis, por que não escolheu um branco (que está na moda)? Bem, o meu branquinho de lona encolheu depois que lavei e até comprei um novo da Adidas, porém ele não tinha sido entregue em casa. Como meus pés mereciam descanso, não pensei duas vezes e peguei o Asics. 

Além do mais, quem foi que disse que eu não posso usar tênis de academia em looks que não envolvam leggings? Eu não acredito em regras de “pode” e “não pode” quando se fala de estilo pessoal. Quem não sai da zona de conforto nunca vai conhecer lugares novos – e que bacana é se permite ousar e se divertir com o próprio guarda-roupa, sem amarras desnecessárias nem medo de cara feia! 😊

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Look para conhecer Whistler

Semana passada tive folga do trabalho na terça e na quarta-feira, então convenci o marido a fazer uma pequena viagem rumo ao Canadá 🇨🇦! Pra quem não sabe, moro a 45min da fronteira e estava querendo há anos conhecer a cidade de Whistler – famosa por ter sediado as Olimpíadas de Inverno de 2010. E, olha, posso dizer que superou completamente minhas expectativas! 

O trajeto Vancouver-Whistler já é sensacional por si só em função das majestosas montanhas e dos lagos cristalinos. Chegando na cidade, nosso hotel ficava numa vila perto de deliciosos restaurantes e das principais atrações. Consequentemente, acabamos fazendo tudo a pé e andando pra caramba, kkkkkk! Inclusive, pra quem gosta de exporte/aventura, é um prato cheio – tem hiking, mountain biking, esqui, golfe, canoagem...

Sabendo que teríamos algumas horas de estrada até o destino final, meu look precisava ser confortável. Comecei pelo jeans skinny levemente destroyed – uma das poucas calças que estão me vestindo bem por conta do emagrecimento. Dobrei a barra para conferir um charme extra, além de uma pitada de modernidade. Apesar de simples, este truque de styling ajuda a atualizar a produção num piscar de olhos, mudando a cara da calça. Adicionei também o cinto marrom de couro para dar um melhor acabamento ao visual.

Como estava calorzão (que maravilhoso foi o Verão 2016!), desencalhei a regata branca frente-única que herdei da minha mamys. Queria uma peça de cor neutra, porém com alguma interessância, e as flores bordadas garantiram este toque especial, fugindo do conceito “regata branca básica” (que pode ser associado como “sem graça”). 

Para os pés, elegi a rasteira de onça com pedrarias em prol de dedos livres e soltos – eles estão sofrendo com o calçado que uso para trabalhar. É difícil achar um sapato que não machuque em canto algum tendo que ficar 9h em pé diariamente. De qualquer maneira, gosto dessa rasteirinha em função da estampa na sola (amo animal print, afinal) e do brilho no peito do pé (sofisticado na medida). As pedras são bonitas e não têm aquele aspecto de plástico, rsrs. Sim, sou crica em termos de qualidade e acabamento!

O espelho me dizia eu poderia ousar mais, então optei pela bolsa de cobra, a fim de render um mix de padronagens e agregar informação de moda. Além disso, este modelo com a alça comprida é perfeito para viajar, já que pode ser usado a tiracolo ou na transversal, oferecendo total liberdade às mãos (viva a praticidade!).

A última vez que a regata de flores apareceu no blog foi durante a viagem ao Brasil ano passado. Na época, combinei com o shorts de flamingos e espadrille:

Escrevendo este post (aguardem que vai ter mais um!) e revendo as fotos já bateu saudades de Whistler. Foram somente dois dias, mas que fizeram um bem danado pra mim. Ando tão exausta (brinco que sou o cansaço em forma de ser humano, rs) que só de sair da rotina com o marido no meio da semana foi revigorante. Acredito que gastar dinheiro com viagens é investimento pra alma! Agora, quero voltar lá no inverno porque a paisagem é totalmente diferente em função da quantidade de neve. Tomara que não demore mais três anos, hehe!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Look: amor por t-shirts

Demorou, mas parece que finalmente peguei gosto em incorporar as famosas t-shirts nos meus looks! Digo que demorou porque depois do curso de Consultoria de Imagem & Estilo eu evitei comprar blusinhas de malha – a busca era sempre por tecidos mais nobres. Porém, as camisetas estão bombando absurdamente nas lojas que ficou impossível resistir. 

Pois semana passada eu e o maridão fomos jantar em um novo restaurante que abriu na cidade onde moro e aproveitei para colocar pra jogo uma t-shirt fofa que nunca tinha aparecido no blog! Como a ideia era um visual “casual arrumadinho”, ela foi uma boa pedida. A estampa de flamingos imprimiu uma dose de bom humor e evidenciou meu lado moleca. 

Em contrapartida, não queria nem de longe remeter aos looks com camiseta durante a minha infância/adolescência. Aí, apostei numa saia que é feminina e adulta: a midi! Ela estava parada há um tempão no meu armário porque sinto que é “chique” para o meu estilo de vida, então me falta ocasião para usá-la. A modelagem é bem ampla (tipo princesa), o tecido tem uma textura especial e os bolsos são um charme à parte. Felizmente, com a combinação da tee, o resultado ficou harmonioso!

Nos pés, escolhi a sandália de cobra para render um mix sutil de estampas. Adoro este modelo mais fechado, com tiras grossas, pois traz peso ao visual e garante um contraste interessante quando coordenado à delicadeza da saia midi (não tô nem aí que pareço achatada). Lembro que paguei caro nesta sandália (há cinco anos!), mas valeu cada centavo por conta da sua versatilidade – a cobra é tão “neutra” quanto a onça e consigo encaixá-la em qualquer proposta. O bacana é que ela tem personalidade própria e foge do óbvio quando se fala em calçados curingas.

De acessório, optei apenas por brincos e um mix de pulseiras meio rocker. O sorrisão é um agradecimento a São Pedro por me proporcionar um verão maravilhoso, com temperaturas perto dos 30 graus, muito sol e céu azul.

A última aparição da saia midi foi em julho de 2015 em uma produção com a camisa de tigre e open boot preta:

Curti bastante este look, mas preciso contar pra vocês que diante desta minha fase de transição de estilo (revejam aqui o desabafo) hoje perco mais tempo do que o costume para me arrumar. Estou tendo que redescobrir meu acervo, provando não sei quantas combinações até chegar num resultado que represente a atual Camila Vaz. Tem que ter informação de moda, mas também precisa ser calmo em determinados aspectos, principalmente em termos de cores. Nem básico demais, nem espalhafatoso demais (diante dos “meus” padrões). O desafio está em encontrar este equilíbrio para que minha vestimenta comunique, de fato, quem eu sou: de dentro pra fora!