terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Os erros mais comuns na hora das compras

Início de ano é aquele tempo de reflexão, né? O bom é que a troca de calendário nos dá um novo gás para mudar alguns hábitos e comportamentos para os próximos 12 meses! Pensando nisso (e levando também em consideração minha experiência como consultora de Imagem & Estilo), montei uma lista com 11 erros que nós, mulheres, cometemos na hora das compras – quem sabe assim a gente consegue melhorar nossa relação de consumo em 2017, construindo um acervo mais coerente e desperdiçando menos tempo e dinheiro em inutilidades. Confira:

Comprar um tamanho menor (com a desculpa de que vai emagrecer).
Não, gente, isso é errado! Você tem que vestir o corpo que tem agora e não ficar se torturando para usar algo que não comporta seu tamanho. Não gaste seu dinheiro com peças que não te caem bem porque o resultado será desastroso – pra sua autoestima e pro bolso também, afinal, terá jogado dinheiro fora. 

Comprar um tamanho maior (e dar a desculpa de que vai levar na costureira para ajustar).
Seja sincera e me responda: quantas roupas até hoje estão no seu armário à espera de conserto? E quanto você gastará com o serviço? Vale a pena? Porque já dizia minha mãe: às vezes o molho sai mais caro que o peixe. Eu, por exemplo, tenho preguiça máster de ir até a costureira – sem falar que aqui nos EUA o valor cobrado é bem alto! Então, se requer ajustes, pra mim não rola.

Comprar um item da moda, mas que não tem nada a ver com seu estilo, só porque está todo mundo usando.
Nã na ni na não! Antes de ser fashionista, é preciso ponderar se aquela peça tem a sua cara. Do contrário, você nem saberá como coordená-la e, consequentemente, ficará encalhada no guarda-roupa. Nem tudo o que aquela blogueira famosa veste ficará legal em você!

Comprar algo que não combina com nada que já tem.
Equívoco total, pois esta aquisição vai gerar uma segunda compra – afinal, você vai usar com o que? O ideal é mentalizar seu acervo e pensar em três looks diferentes para o mesmo item – isso provará se ele é versátil ou não. Do contrário, esqueça!

Comprar sem experimentar (com a desculpa de que, se não servir, depois você troca).
Entenda que mesmo que você seja “P”, nem todos os “Ps” de uma marca são iguais. Não dá pra ter 100% de certeza de que servirá somente olhando a peça no cabide. Além disso, é de suma importância verificar o caimento no corpo. Então, ainda que a fila do provador esteja grande, é melhor sair da loja sabendo que o tamanho está correto do que gastar gasolina novamente só pra devolver. Se você não pode esperar, é sinal de que não precisa tanto daquilo...

Comprar o que não tem bom material/acabamento/caimento, mas que você consegue disfarçar com outra peça por cima.
O truque da sobreposição é legal por incrementar o look, mas não deve ser uma imposição para usar determinada roupa. Novamente digo que você estará desperdiçando seu rico dinheirinho em algo que não vai te deixar mais bonita.

Comprar só porque está barato/ na liquidação.
Xiiiiii, este é um dos meus grandes pecados – tanto que semana passada mesmo peguei um pijama na Gap por conta do desconto de 50% sobre o preço já reduzido. Sim, sou culpada e sei que preciso melhorar muito em 2017, pensando mais na necessidade daquele item do que somente no precinho camarada.

Comprar o que não é exatamente o que você buscava, mas “foi o que encontrou” nas lojas.
Também sou culpada, rsrs. Às vezes idealizo uma peça e, por não achar o que queria, acabo adquirindo algo similar. Mas, a verdade é que o gasto é dobrado, porque sei que vou abrir a carteira novamente se eu encontrar do jeitinho que imaginei. Mais um crime que preciso me redimir neste novo ano. Foco, Camila!

Comprar pensando num evento futuro (e que você ainda nem sabe se ocorrerá de fato).
Sabe aquele vestido lindo que está aguardando ansiosamente uma festa de casamento para sair do armário pela primeira vez? Pois é dinheiro parado que poderia ter sido investido em algo mais útil! Considere sempre seu estilo de vida: você frequenta baladas ou é mais caseira? Qual o dress code do seu trabalho? Assim poderá identificar com facilidade em qual “área” deve investir mais!

Comprar dois itens idênticos com medo de que um estrague e você fique sem.
Gente, isso é o cúmulo do consumismo. Cadê a criatividade e o bom senso? A peça pode nunca “acabar”, você pode enjoar... Total cilada – especialmente em tempos de crise!

Comprar porque está triste/deprimida.
Dificilmente neste dia você encontrará algo sensacional capaz de melhorar seu humor. Garanto que irá gastar dinheiro à toa – e depois se arrependerá por ter passado o cartão sem necessidade. 

Ufa, acredito que sejam estes os principais erros, mas se eu esqueci de mencionar uma situação que acontece contigo me conta nos comentários abaixo que vou adorar saber! E vamos juntas fazer escolhas mais inteligentes para ter paz financeira em 2017!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Look com o velho/novo sobretudo

O primeiro look do ano é naquele esquema “senta que lá vem história”, kkkkk! Era uma vez uma brasileira que se mudou para uma cidade friiiiiaaa nos Estados Unidos e teve que reestruturar todo o guarda-roupa para se adequar ao novo clima. Pechinchadora, conseguiu arrematar um sobretudo preto de lã com um belo desconto durante a época de liquidação e voltou pra casa toda feliz. Dois anos se passaram, ela emagreceu e o casacão continuava lá em seu armário, ainda com etiqueta! Por que ela não usou? Porque ela é do tipo de pessoa que vive esperando a ocasião certa pra estrear determinadas roupas – e estes momentos nunca chegam! Humpf!

Pois é, gente: eu já contei em outros posts que tenho esta péssima mania de guardar peças novas e boas na esperança de um evento para inaugurá-las em grande estilo. Comprei o sobretudo em questão na Black Friday de 2014 e até mês passado ele não tinha saído do armário! Na época, concluí que valia muito a pena por me cobrir quase que inteira, sendo propício ao inverno congelante daqui. A modelagem acinturada (com abertura em “A”) favorece minha silhueta e o abotoamento duplo é um charme à parte. Entretanto, demorei tanto que agora, como estou mais magra, ele ficou grande pra mim, affffff!

No mês passado, finalmente resolvi que era hora de colocá-lo pra jogo. A ficha caiu quando percebi que poderia ser útil para compor meu look de trabalho, já que saio tarde da loja (com as temperaturas em torno de zero grau) e preciso de um casacão quentinho e que comporte todo o meu uniforme: camisa + cardigã + blazer. 

Daí que, para o look número 1 de 2017, apostei no suéter branco, mantendo a tradição de incluir pelo menos um elemento da cor e assim começar o ano com boas vibrações. Por baixo, apenas uma camiseta de manga longa foi suficiente para aguentar o frio (três camadas dão conta de me aquecer).

Combinei com a calça preta estonada, cujos rasgos no joelho me agradam por incrementar esta peça básica. Aí, só pra não perder o hábito, dobrei a barra (afinal, é meu truque de styling favorito), o que de quebra evidenciou a ankle boot preta de couro. Com o casacão fechado, só apareceu a botinha nos pés. E dá-lhe mix de texturas!

Outra novidade foi um acessório que nunca pensei em usar: o gorro! Sei lá, toda vez que experimentava me achava esquisita... Mas amei este cinza com o pompom preto na ponta por ter “encaixado” bem na minha cabeça, rsrs. Além dele, peguei emprestado do marido o cachecol azul da Burberry (quando compramos, escolhemos justamente este tom por ser unissex). Finalizei com os óculos de sol de lente espelhada, pois gosto do efeito nas produções de inverno.

No último look com a calça estonada, teve também camiseta de paetês, blazer preto, tênis branco e bolsa de franjas. Realmente é inquestionável meu “novo” amor por cores neutras:

Quero – e necessito – rever alguns conceitos para 2017, como comprar menos e fazer render o que já adquiri (sim, porque ainda tenho peças com etiqueta no closet). Sei que a vida acontece hoje e que amanhã pode ser tarde demais; também sei que todo dia é dia de se sentir bonita... Então, neste ano, vou me comprometer a transformar a minha rotina em um cotidiano especial diário. Se eu conseguirei? Conto pra vocês em dezembro! 😉

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Os melhores e piores looks de 2016

Logo mais daremos adeus a 2016 e, revendo os looks que usei nos últimos 12 meses, achei que valia a pena fazer uma retrospectiva com os melhores e piores do ano! Este exercício foi bom para analisar o que deu certo e o que definitivamente não pretendo repetir, haha! Confiram então os meus eleitos:

O melhor:
Apesar dos tons sóbrios, adorei que cada elemento agregou uma informação de moda diferente: a blusa de onça evidencia minha paixão por animal print; a calça branca destroyed também super representa meu lado despojado; o oxford flatform (uma das grandes tendências do ano) ajudou a modernizar a produção e o casaco bege garantiu uma dose extra de elegância. Aí, coube ao batonzão vermelho inserir um ponto de cor “colorida” no rosto, compensando o efeito apagado do casaco na pele. Usaria tudinho de novo sem mudar nadica!

O segundo melhor:
Como não consegui definir apenas um favorito, escolhi também este look – usado recentemente, por sinal. O lenço xadrez (que parece um poncho) transformou completamente o visual, quebrando a monotonia do combo “calça jeans + jaqueta de couro”. A bota over the knee vinho (uma das compras que mais amei neste ano) também foi imprescindível para elevar o status da produção, conferindo uma pitada de sensualidade e poder. Me senti chique e fashion, haha!

O pior:
Em contrapartida, detestei tanto essa combinação que foi justamente com ela que percebi o quanto meu estilo tinha mudado. Hoje, quando olho para as fotos, penso: onde eu estava com a cabeça? São elementos que não falam a mesma língua: o casaco longo e o suéter de argyle até funcionam juntos, mas nada a ver com a parte de baixo – shorts jeans, meia-calça preta e botinha harmonizam melhor com peças casuais. Afff, que arrependimento!

O segundo pior:
O segundo look que mais odiei foi com uma pantacourt preta de chamois que, de tanta birra em função do péssimo caimento no corpo, já nem está mais no meu closet – usei apenas neste dia e despachei na sacola de doações (afinal, pode não servir pra mim, mas será útil a outra mulher). A t-shirt larguinha também não favoreceu a silhueta e nem a presença do scarpin pink conseguiu imprimir feminilidade ao visual. Realmente é pra ficar no passado, rs!

Agora, inspirada neste post da blogueira Ana Soares, autora do “Hoje Vou Assim Off”, refleti sobre os seguintes tópicos:

Qual foi a sua palavra-chave deste ano?
“Básico com interessância” – é assim que eu defino minhas produções a partir do segundo semestre, quando entendi que estava curtindo combinações menos extravagantes em função do momento de transição de estilo. 

O que te surpreendeu?
Meu “novo” amor por cores neutras: preto, branco, cinza, marinho, vinho... Deixei um pouco de lado o color block e mix de estampas muito carregados.

O que eu mais usei?
Contei todos os looks que postei no blog e a estampa de bicho (onça, cobra, tigre) se destacou, com 32 aparições. Já o tecido jeans marcou presença em 30 fotos (seja em calça, jaqueta, macacão). Esta realmente sou eu, haha!

Qual foi a postagem do blog que mais gostou de fazer?
Foram várias! Adorei escrever sobre a importância da imagem pessoal; o hábito que muita gente tem de separar roupa de sair X roupa de trabalhara intolerância dos haters na internet; as dores e delícias de viver nos EUA; e, é claro, o post sobre a evolução do meu estilo.

E vocês, o que gostaram de ler aqui em 2016? Obrigada pela visita e feliz ano ano!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Look casual de Natal

Gente, como assim esta é a última semana do ano??? Minha ficha ainda não caiu e tô parecendo aquela tiazona que sempre comenta: “passou tão rápido”! De qualquer maneira, antes de me despedir completamente de 2016, quero mostrar o look que usei na véspera de Natal. Fomos convidados para celebrar a data junto com a mesma família americana com quem passamos o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) no mês passado e, apesar de ter chegado atrasada porque trabalhei o dia todo (comércio é assim, né?!), deu pra aproveitar bastante. 

Mantive minha tradição de usar roupa nova ao estrear o cardigã cinza chumbo, cujos brilhinhos (strass e minipérolas) ajudaram a dar um toque festivo ao visual – justamente com o anel de flor e os brincos de franjas. Comprei este cardigã durante a Black Friday e confesso ainda não ter certeza se foi uma boa aquisição, rs... Amei o bordado, porém, este é um tipo de peça que encalha no meu closet, pois me remete à figura das vovós 👵🏼.

Tanto que tive dificuldades para combiná-lo: detestei com todas as saias que experimentei, pois o resultado ficou caricato em função do excesso de feminilidade (o que não tem nada a ver com meu estilo). Por sorte, lembrei da nova calça jeans boyfriend destroyed e aí curti o que vi no espelho: isso sim me representa, pois misturei o perfume retrô do cardigã com outra peça super descolada em função dos rasgos e da lavagem clara. Claro que ponderei: mas jeans em pleno Natal, Camila? Talvez a data merecia um tecido mais requintado; entretanto, aqui as pessoas se vestem de forma tão casual que, na verdade, eu estava é adequada à ocasião, seguindo o dress code dos demais convidados.

Levei também o casaco de tweed em P&B para me proteger do frio no entra e sai do carro, já que somente o cardigã foi suficiente para ficar na casa da anfitriã (afinal, toda residência tem calefação). Legal que os botões criaram uma linha vertical no centro do corpo, ajudando a alongar a silhueta. Além disso, como tweed remete ao estilo clássico, rolou um contraponto fashion junto ao jeans.

Nos pés, nem precisei quebrar a cabeça: a meu ver, calça boyfriend pede um scarpin, a fim de garantir uns centímetros extras e conferir uma dose de elegância. São opostos que se atraem, sabem?! No caso, o eleito foi o scarpin de cobra, pois desta forma cada peça imprimiu uma informação diferente – e não tem nada que seja mais a minha cara do que animal print! Óbvio que eu era a única de salto alto (todo mundo estava de tênis) – aliás, os americanos ficaram impressionados como consigo andar com este sapato, hehe.

Versátil, o scarpin de cobra rendeu um moderno mix de estampas e de texturas quando coordenei com calça floral, suéter de lã e colete de couro fake: 

E, já que este é o último post do ano, quero deixar registrado o meu muito obrigada às leitoras que seguem acompanhando o blog. Tenho ciência de que a diminuição no ritmo das postagens (por conta do trabalho na Burberry) afetou os acessos, mas saibam que é por vocês e pra vocês que estão lendo este texto agora que eu me esforço semanalmente para vir aqui compartilhar a minha visão sobre o mundo da moda e, quem sabe, contribuir com dicas úteis e inspirações interessantes.

Agradeço de coração o carinho, apoio e companheirismo em 2016 e que 2017 traga novos desafios, novos sonhos, muitas conquistas, felicidade e sucesso na vida de todas nós! Happy New Year! 🥂

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Look de frio com ‘cobertor’

Gente, vocês não acreditam no frio congelante que tem feito por aqui nas últimas semanas! Dá pra perceber nitidamente que esta época do ano está bem mais fria do que em 2014 e 2015 – tanto é que já nevou bastante (vide as imagens que postei no meu Instagram). Agora resta saber como será o inverno, que começa oficialmente hoje! #nãotôpreparada

Pra dar uma ideia do que estou falando, vou contar os bastidores das imagens abaixo: me arrumei para jantar com o marido semana passada, mas, como ele ainda não tinha chegado em casa e eu queria aproveitar a luz do sol para fotografar a produção, peguei o tripé e fui toda pimpolha para o jardim de casa. Só não contava com a temperatura abaixo de zero naquele momento, kkkkk! Meus dedos da mão foram congelando durante o período em que fiz as fotos (não tô zuando! É um frio que chega a doer).

Enfim, vamos ao look, cujo destaque foi o lenço que de tão grande mais parece um cobertor, rsrs. Ele está super na moda aqui, tanto que vira e mexe encontro mulheres com o mesmo acessório no pescoço (só mudam as cores da estampa). Comprei no site da Amazon após indicação de uma blogueira americana que adoro, a Meagan Brandon. 

Por baixo, apostei no efeito cebola, pois só assim pra aguentar a friaca: blusa térmica de manga longa (que tenho desde quando morava no Brasil), um tricô grosso de lã e a jaqueta off-white de couro fake. O mais legal foi que a sobreposição do lenço mudou completamente a cara da jaqueta e, de quebra, modernizou o visual. Já disse e repito: acessórios são bons aliados para dar nova vida às peças que usamos sempre da mesma maneira.

Coordenei com a calça jeans skinny de lavagem bem escura (uma verdadeira curinga do meu acervo) e escolhi a bota over the knee vinho de suede para inserir uma pitada sexy no look, além é claro de aquecer mais as pernas em função do cano longo. Gostei que as cores conversaram entre si, garantindo um resultado harmonioso e criativo por conta das diferentes texturas/materiais.

Pra quem não lembra, segue o último look com a jaqueta off-white. Fiz uma combinação ousada e polêmica ao misturá-la com o top cropped, saia midi floral e bota preta:

Apesar da temperatura negativa, as peças que usei foram suficientes para me manter quentinha – afinal, eu sabia que não iria ficar ao relento por muito tempo (era só o entra e sai do restaurante). Aí é que vem o pulo do gato: se eu estivesse viajando, por exemplo, com certeza precisaria escolher outros elementos (especialmente em termos de calçado) para fazer os passeios ao ar livre. Essa vida aqui no noroeste dos EUA me ensinou também que é de extrema importância cobrir as extremidades do corpo com luvas e gorros. Querem ver mais dicas? Então revejam este post em que elenquei os itens essenciais para encarar o frio com dignidade! ⛄️

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Look: confraternização 2016

Oi, gente! Preciso agradecer demais os comentários carinhosos que recebi no último post sobre meu trabalho como vendedora de loja aqui nos EUA. Já notei que vocês curtem quando abro meu coração e compartilho minhas experiências pessoais, bem nos moldes de um diário. Então, se tiverem sugestões de outros temas (além de curiosidades em geral), me contem que eu postarei com prazer!

Em contrapartida, hoje vim mostrar o look que usei sábado passado durante a confraternização de fim de ano da empresa onde o marido trabalha. Fomos jantar em um restaurante local e, diante do frio intenso que tem feito por aqui (há dias em que as temperaturas ficam abaixo de zero), aproveitei para estrear um dos meus novos xodós: o casacão cinza da Burberry! Nem sei dizer o que mais gosto nesta peça: se é o pelo na gola (que me dá um ar de riqueza, kkkkkk), se é a maciez do material (80% lã e 20% cashmere), se é o abotoamento duplo com a modelagem acinturada, se é o detalhe plissado na parte detrás, com o charme dos botões enfileirados... Lembro que foi amor à primeira vista, ainda mais quando bati o olho na etiqueta e vi que o preço original era de US$ 2.795 (!!!) e eu, com o desconto de funcionária, pagaria muuuuito menos, haha! #pobrezafeelings

A ideia era que ele fosse a estrela da produção. Logo, precisava escolher um calçado que fizesse jus à imponência do casaco – e nada melhor do que meu tipo favorito de bota: a over the knee! Optei pela preta de couro fake por ficar justinha na perna, quase como uma meia. O bacana é que ela inseriu uma pitada “sexy sem ser vulgar”, já que o salto grosso e o bico arredondado abafam um pouco essa sensualidade por serem mais casuais.

Eu adoro usar saias no outono/inverno como alternativa aos looks de calça, então, resgatei uma saia preta que pouco sai do armário, porém que tem uma modelagem ótima para meu biotipo por criar volume no quadril (onde sou menor). Claro que também coloquei uma meia-calça flanelada, afinal, não queria morrer congelada na rua. #adramática

Na hora de definir o suéter, pedi a opinião do marido e ele preferiu este preto com a estampa branca conhecida como “Fair Isle” (eu tinha pensado em outra combinação; conto depois sobre ela). Não sei se essa moda vai chegar ao Brasil no próximo inverno, mas esta padronagem virou febre aqui!!! Toda loja lançou a sua versão nas mais variadas cores (reparem na montagem abaixo). Comprei o meu na Gap durante a promoção da Black Friday, afinal, vocês conhecem minha teoria: pagar barato quando se trata de um modismo passageiro, rsrs.

De acessório, apostei num batozão roxo, a fim de garantir um ponto de cor “colorida” no rosto, além das luvas e dos brincos compridos – que fizeram sucesso entre a mulherada que estava no jantar. Aliás, elas gostaram bastante da produção como um todo! Como é bom ser elogiada, né?! A autoestima agradece!

A saia preta rodadinha apareceu no blog pela última vez em março deste ano, quando fiz um mix de estilos ao coordenar esta peça feminina com um moletom esportivo. Completei com a open boot preta, meia e maxicolar:

Conforme mencionei acima, eu queria mesmo era combinar a saia com meu suéter amarelo neon, porém o marido achou que ficaria “cheguei demais” e só iria dar “eu” no restaurante, hehe! Respeitei a opinião dele e troquei, mas não desisti de usar estas peças juntas! Aguardem em breve a volta da canetinha marca-texto, kkkkk!

E vocês, o que acharam do look? Quero saber! =)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Minha experiência como vendedora

O ano está acabando e parei para analisar a reviravolta que a minha vida deu neste segundo semestre de 2016. Acredito que o emprego na Burberry do Seattle Premium Outlets foi um divisor de águas, pois está resgatando minha autoconfiança e provando (pra mim mesma) que eu sou capaz de muito mais do que imaginava. A função de vendedora – que eu julgava ser “simples e fácil” – se mostrou complexa e desafiadora em função das metas diárias de vendas pra bater sem que eu fale um “A” em mandarim (idioma da maioria dos clientes). Lembro que tive tantos medos e inseguranças no início que achei que não iria durar nem três meses. Porém, aqui estou, com quase com seis meses de casa e obtendo bons resultados toda semana! A sorte também é um fator importante, afinal, às vezes basta um cliente para ganhar todo o dia (tem muita gente rica no mundo, kkkkk).

Sempre gostei de me comunicar e lidar com o público (sou jornalista, né?!), mas este trabalho tem mexido horrores com meus sentimentos. Parece que sou outra pessoa aqui, uma Camila profissional diferente da que atuava no Brasil. Pra vocês terem ideia, já ganhei abraços de pessoas que gostaram do meu atendimento, porém também já chorei com clientes que gritaram comigo. Já senti na pele o preconceito por ser latina, porém é recompensador cada vez que os elogios chegam aos ouvidos das minhas gerentes.  

A verdade é que cada pessoa quer ser atendida de uma forma e preciso me adequar às necessidades e ritmo dela. Por exemplo: com chineses que não falam inglês, faço mímicas e dou meu jeitinho para que a gente se entenda. Também é comum me ver experimentando casacos e jaquetas para ajudar clientes que estão comprando presentes para outra pessoa sem saber o tamanho correto. Quero que todos saiam satisfeitos, então demonstro energia, disposição e dedicação. Como consequência, hoje dou mais valor para aqueles que se esforçam em me auxiliar quando eu estou no papel de consumidora em outras lojas (acreditem: há vendedores que têm preguiça de ir até o estoque).

E, como não poderia deixar de ser, durante este tempo na Burberry passei a ter acesso a um universo de produtos de luxo que me parecia inalcançável. Graças ao desconto de funcionária, já comprei: duas bolsas, dois casacos de lã, um lenço e uma echarpe, além do tão desejado trench coat e do clássico cachecol de cashmere dois grandes sonhos de consumo!!!

No final, faço um balanço muito positivo de toda esta experiência. Conquistei novos amigos, aprimorei meu inglês e ainda perdi peso, kkkkk! Claro que o trabalho é supercansativo (fisicamente falando), até porque ao chegar em casa preciso cuidar das atividades domésticas (passar roupas às 22h agora é normal, rs), mas também me sinto produtiva, estou ganhando meu próprio dinheiro e ainda contribuindo com o marido nas despesas! 

Tenho certeza de que meu falecido pai, que era gerente comercial, está megaorgulhoso do desempenho da filhota! Espero que Deus continue me abençoando e me dando forças para morar nos EUA, apesar da saudade imensa da família. Que 2017 seja excelente para todos nós! Um beijo enorme para vocês que me acompanham aqui no blog e Happy Holidays!

Este post reflete as opiniões pessoais de Camila Vaz. O conteúdo publicado não representa necessariamente os pontos de vista da Burberry.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Look: Thanksgiving 2016

Até que enfim consegui atualizar o blog 🙌🏼! Estava num ritmo intenso de trabalho desde a famosa Black Friday (que ocorreu na sexta-feira passada), pois trata-se de um evento em que todo o comércio faz grandes promoções para atrair os consumidores e dar início às vendas de Natal. Na quinta-feira, porém, foi celebrado aqui nos Estados Unidos um dos feriados mais importantes do ano: o Dia de Ação de Graças (ou “Thanksgiving”). Por sorte, eu tive folga e junto com o marido fomos comemorar com uma família americana que nos adotou ❤️! Aí, aproveitei para clicar o look antes de sair de casa, pois queria mostrar a vocês como usei meu novo oxford flatform.

Eu admito que demorei a aderir a esta trend porque não tinha certeza se o solado branco grosso me agradava, apesar de amar oxfords em geral. Mas nada do que uma prova no pé pra me fazer mudar de opinião, hehe! O conforto me ganhou, assim como o metalizado, que é outra tendência do universo fashion. Quando vi o preço camarada, não resisti – porque sou dessas: certos modismos só me pegam se forem baratos (e desde que respeitem meu estilo pessoal). Não gosto de pagar caro em algo “passageiro” – e a ideia é justamente que o calçado seja o elemento atualizador do meu visual quando coordenado a outras peças atemporais.

Como o oxford remete a um tom champagne, optei por combinar com uma calça clarinha também, no caso, a branca de sarja que comprei para substituir a minha anterior (que estava folgada e a cintura baixa muito me incomodava). Eu mesma a destruí com tesoura e lixa de construção, pois adoro este detalhe destroyed – dá aquele ar descolado para a produção, sabem?

Aí, apostei na blusa de onça de manga longa, com corrente dourada na gola, a fim de acrescentar mais personalidade e informação ao look. Embora seja de malha (e não de seda ou outro tecido mais fino), me sinto elegante e rycah com esta peça, kkkkk. Pena que acabei escondendo-a em função do frio, que me obrigou a vestir um casaco pesado por cima. Escolhi o bege longo de lã por achar chique a combinação com branco. 

Desta vez não levei bolsa; apenas minha carteira com documentos e celular. O bacana é que o xadrez rendeu um mix de estampas junto à blusa, o que garante aquele toque de criatividade e ousadia. Arrematei com o batonzão vermelho para destacar o rosto.

O casaco bege não saía do armário desde o início do ano, quando usei com calça flare jeans, camisa de safari e bolsa de cobra. Sim, animal print é vício, haha:

No Instagram, algumas seguidoras me pediram para contar como foi a Black Friday – e o que posso dizer é que nos EUA as promoções são reais! Não é como no Brasil onde muitos estabelecimentos sobem os preços para depois oferecer descontos “tentadores” (e, no final, o produto sai o mesmo valor de antes). Na Burberry, por exemplo, demos 20% nas compras acima de US$ 400; 25% off acima de US$ 600; e, acima de US$ 850, 30% em todos os itens. Na Gap, se não me engano, tudo estava pela metade do preço e os consumidores ainda ganhavam um cupom com 20% de desconto extra (aliás, os cupons rolaram soltos em várias lojas, pois é uma prática bem comum). Observem os anúncios de algumas vitrines do Seattle Premium Outlets:

Claro que acabei fazendo aquisições, ihihihi, então em breve vocês verão muitas novidades nos meus looks. Fiquem de olho aqui no blog e no IG (@camila_vaz)!