Vida de mãe: recuperando o estilo e a autoestima

O post em que compartilhei sobre a mudança do meu estilo pessoal depois que me tornei mãe (reveja aqui) rendeu comentários tão bacanas que me deu forças para fazer o que deveria ter feito há meses: uma boa limpeza no meu closet. Eu sabia que esta era uma medida necessária, mas, além da preguiça e da falta de tempo, eu estava fugindo porque no fundo não queria lidar com a situação, assumindo que boa parte daquelas roupas penduradas já não me serviam mais – tanto na questão do tamanho (porque engordei muito) quanto por serem inúteis na nova vida com a minha pequena Annalise.

Foi difícil fazer essa autoanálise, tocar nas feridas (eu me sentia refém das alterações externas e internas que a maternidade impôs) e aceitar que a realidade era outra, que eu passei de uma mulher que trabalhava fora loucamente para alguém que ficava o dia todo em casa cuidando de uma bebê. Que a transformação do meu corpo pós-parto e a rotina de mãe me tornaram uma pessoa introspectiva (e que só tinha vontade de usar preto).

Porém, após muita reflexão (e lágrimas), encarei o desafio e dei o primeiro passo para sair do buraco em que eu me encontrava: olhei peça por peça, tirei T-O-D-A-S as minhas saias (independente do comprimento) porque a verdade é que nada mais passa no meu quadril. Não é somente o excesso de peso; o corpo em si mudou – fato! Sem falar que as mais curtas nem conseguiria usar com a Lise, afinal, vira e mexe estou com ela no colo, abaixo, levanto, e não ficaria à vontade.

É claro que deu um trabalhão experimentar tudo, mas pelo menos agora está pendurado/dobrado somente o que me serve, facilitando muito na hora de escolher o que irei vestir. A limpeza foi tão drástica que até mudei a organização do closet que divido com o marido – cedi para ele as maiores prateleiras e fiquei com as menores.

Até que um belo dia (coisa de duas semanas atrás, eu diria) me dei conta de que não tinha absolutamente nada de “partes de baixo” de calor para usar no verão do Brasil (vamos pra lá em novembro). Fiquei desanimada de novo, mas graças ao apoio do maridão me animei para ir a lojas, aproveitar as promoções e fazer compras. Aí, em um final de semana, resolvi a vida e comprei mais roupa pra mim do que em todo o primeiro semestre de 2019. Foram 4 shorts (2 de jeans e 2 de sarja), 2 vestidos e 4 regatas. O interessante foi notar que aquele desejo de só usar preto passou – talvez por influência do verão e suas cores alegres... Tanto que escolhi várias peças estampadas e com babados – detalhes que no início do ano pareciam inimagináveis!

A crise do “não quero mais me vestir emperequetada como antes, porém também não quero ser desleixada como os americanos” ainda não passou completamente, mas acredito que pouco a pouco estou descobrindo meu novo estilo, percebendo o que mais faz sentido na rotina de mãe, aceitando mais minha aparência e recuperando a autoestima. Também não estou super criativa com as combinações das peças, mas já consigo me sentir bonita dentro de alguns looks tipo domingo passado, quando coloquei um vestido longo de onça que havia comprado em janeiro e ainda estava com etiqueta. A escova progressiva ajudou bastante neste processo, pois me gosto infinitamente mais com o cabelo liso. 

E assim sigo em frente, tropeçando pelo caminho, mas tendo a certeza de que esta é só uma fase de transformação/adaptação. Que está tudo bem se eu ainda não voltei ao peso de antes da gravidez, se por enquanto eu não consigo pensar em looks diferenciados... Acho que o importante é me cobrar menos, respeitar meus sentimentos e ser honesta comigo mesma – sempre!

Comentários

  1. Vc está linda Camila!! Há algum tempo eu também ganhei bastante peso e perdi muitas roupas queridas :`( ... Com o tempo percebi que estava ficando deprimida por ver que nunca mais iria chegar no corpo que tinha antigamente - eu via aquelas roupas lindas, que sempre tinham melhor caimento em mulheres magrinhas... aí eu chorava. Guardei por muito tempo as roupas antigas na esperança de um dia poder usá-las novamente. Depois de alguns ANOS, fui me desapegando das peças antigas e adquirindo outras que favorecessem meu novo biotipo, foi a melhor coisa que fiz! Aceitei que dali para frente aquele seria o meu corpo, e isso foi libertador!!! Tem dias que não dá ânimo pra se arrumar, isso é normal!! Principalmente pra ti, que passou e ainda passa por muitas mudanças, sejam físicas ou emocionais, mas foi tudo por um lindo motivo: a sua filha!!!! Tá tudo bem não ter vontade de se arrumar, ou de se vestir só de preto por um tempo... Tudo o que precisamos é nos sentir bem, independente das roupas que usamos. Vá aos pouquinhos comprando coisas que te façam se sentir linda e que sejam confortáveis para essa nova fase, independente do corpo que vc tem agora! Vc foi, é e sempre será linda! Porque o que realmente nos torna bonitos é a nossa essência, a roupa é mera embalagem, rsrsrs. Um grande bj!!

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