Moda e lojas da Rua José Paulino (SP)

Sábado passado fui passear com minha mãe e tias na Rua José Paulino, que fica no Bom Retiro, em São Paulo. Frequentei o local por muitos anos, a ponto de apelidá-lo carinhosamente de Zepa. A moda acessível, que cabe no bolso das proletárias, sempre foi o grande atrativo para que saíssemos de Itatiba rumo à Capital em busca de roupas e acessórios novos (até porque muitas lojas daqui abastecem seus estoques lá, porém repassando todos os custos e impostos ao consumidor).

Daí que a pessoa não consegue simplesmente relaxar e curtir: tem que fotografar para postar no blog, rsrs! Achei válido mostrar quais as apostas para o Outono/Inverno 2015, além de indicar alguns estabelecimentos que gosto dos produtos. E só para adiantar: andamos somente na José Paulino, pois os comércios localizados nas adjacências costumam fechar aos sábados (e, se abrem, não vendem no varejo).

Nossa primeira parada foi na Essência (número 223), onde encontrei muitas peças de renda e estampa de bicho. Porém, convenhamos: isso não é novidade! Renda e animal print não saem da moda. De qualquer maneira, os preços variavam entre R$ 30 e R$ 90 para blusas, vestidos, saias e calças.

Comprovei a forte influência dos anos 70 nesta temporada: decote ombro a ombro (tipo ciganinha), manga boca de sino e muuuuuitos vestidos com inspiração hippie de estampa paisley – para mim eles lembram aquelas batas vendidas na praia, kkkkkkkk! Até os camelôs estavam comercializando estes vestidos e, por isso, os preços começavam em R$ 40 (se não me engano), subindo de R$ 60 a R$ 95 nas lojas.

Também vi muitos tricôs, com os pontos abertos (feitos de linha ou fita), para serem usados com regatinhas por baixo.

A gente sempre faz compras na Chaville, que tem duas unidades na rua: número 349 e 387. Recomendo bastante para quem procura roupas de trabalho, pois elas têm qualidade e durabilidade. Fotografei ambas as vitrines e destaco a variedade de calças flare em tecidos diferenciados: do piquet ao jacquard. Eu amei uma na cor pink; entretanto, tive que me segurar: neste ano, estou focada em compras que respeitem meu estilo de vida nos EUA. Então, contei até 10 e deixei passar, mas lembro que ela custava R$ 100. Também havia muitas camisas (manga curta e longa) de bicho – daí não resisti e trouxe uma para casa comigo por R$ 65.

Ainda falando da flare, o modelo virou febre e tem em tudo quanto é canto. Só que eu, particularmente, não gosto das que não têm bolso e passador para cinto, porque me remetem às calças bailarinas que usei na adolescência, hahahaha! Para quem não se importa com estes detalhes, os preços estão convidativos.

Outra loja onde a família sempre faz aquisições é na Kanaka (número 369). Minha tia comprou vestidos para trabalhar de estampas variadas por R$ 60. Conforme contei antes, paguei R$ 15 na regata de cetim que estrelou o post de terça-feira, porém havia mais opções (em tecido e estampa) por R$ 25. É o refugo da coleção de verão.

A Eva Allen (número 341) também tem regatas acetinadas – de alça fina ou larga com decote nadador, cujos preços oscilam entre R$ 25 e R$ 30. A variedade de cores e estampas é grande. Eu escolhi uma em tom amarelo canário para substituir a antiga que vendi porque estava pequena para este corpitcho.

Agora preciso compartilhar um episódio: quando estava em Ribeirão Preto, fui conhecer a loja da amiga de uma amiga. Acabei levando pra casa um shorts preto de couro falso com tachinhas porque achei o preço bom, considerando o material: R$ 99. Para minha “sorte”, vi a messssssma peça na Amiska (número 623) por R$ 50! É rir para não chorar, kkkkkkk. Na vitrine do estabelecimento, a pegada setentinha (além da onça) também se destacava.

Como tinha adquirido poucas peças, investi no pulseirismo da Vicky Bijou (número 345, Galeria Nova José Paulino, loja 21) pela quantia de R$ 44. Espero não me decepcionar com a qualidade dos produtos, pois nunca comprei nada lá, mas adorei os acessórios. A moda gipsy/boho continua em alta!

Mamys encontrou até roupa de academia de ótima qualidade por precinhos camaradas nas galerias da Zepa: top com bojo, bermuda de suplex e regata “dry fit” por R$ 25 cada. Pena que não fotografei os estandes. 

Em todas as lojas que citei, pude experimentar as peças por cima da blusinha que estava vestindo. Nunca compro nada sem provar, pois já aconteceu de pegar roupas do mesmo tamanho com caimento e corte diferentes. Daí não vale a pena pagar barato se não fica bom no corpo. 

Ah, estava esquecendo de mencionar que a rua conta ainda com estabelecimentos especializados na moda plus size, moda masculina, vestidos de festa, calçados e bolsas. Quem quiser mais dicas úteis sobre compras na Zepa não pode deixar de acessar este post. Bom final de semana!

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